BLOG DA PASTORA ZENILDA


Pra. Zenilda Reggiani Cintra
As opiniões deste blog refletem a minha visão e não, necessariamente, a de outras pastoras da CBB.
Por favor, ao reproduzir textos deste blog indique o link: http://pastorazenilda.blogspot.com/. Obrigada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

SEÇÕES DA OPBB E A VOTAÇÃO DA FILIAÇAO DAS PASTORAS

(Texto em construção. Se você tem novas informações ou correções,  por favor envie-me: zenildacintra@uol.com.br).

Última atualização em 11 de novembro de 2016

____________

A votação nas seções da OPBB, 33 ao todo, para a decisão se aceitam ou não naquela seção a filiação das pastoras, AINDA está acontecendo, conforme orientação votada pela Assembleia da OPBB em João Pessoa, PB, em janeiro de 2014 (BLOG DA PASTORA ZENILDA).

SEÇÕES QUE ACEITARAM A FILIAÇÃO DE PASTORAS 

1. MATO GROSSO DO SUL - Em 8 de março, em Assembléia Extraordinária, realizada na Igreja Batista Memorial em Campo Grande, decidiu pela filiação de pastoras.

2. PARAÍBA - No dia 7 de abril, votou pela aceitação das pastoras com 84% dos votos favoráveis e 16% de votos contrários".

3. MATO GROSSO - No dia 12 de abril, aprovou por 53 votos a 13 a aceitação de pastoras.

4. RIO GRANDE DO SUL - No dia 30 de abril foi a vez do Rio Grande do Sul também votar favoravelmente.

5. CARIOCA (Rio de Janeiro) - No dia 21 de junho, na IB Vargem Pequena, a seção aprovou a filiação de pastoras, por 53 votos favoráveis contra 33 contrários.

6. FLUMINENSE (Rio de Janeiro) - Em Assembléia do dia 22 de julho, na PIB de Rio Bonito, a seção votou por 116 a 108 a filiação de pastoras. 


7. SERGIPE - Em abril, a seção votou favoravelmente à filiação de pastoras na IB de Canindé do São Francisco.


8. PARANÁ - No dia 16 de setembro, a seção decidiu pela filiação de pastoras com 70 votos contra 20 desfavoráveis, na cidade de Caiobá.


9. CIBUC (Ceará) - ?

SEÇÕES QUE NÃO ACEITARAM A FILIAÇÃO DE PASTORAS 


1. BAHIA - No dia 5 de julho, a seção da OPBB da Bahia não aprovou a filiação de Pastoras. 32 votos a favor e 86 contrários, na IB de Teosópolis, Itabuna, BA.

2. MINAS GERAIS - No dia 6 de junho, a seção decidiu contra a filiação, com 86% de votos contrários.

3. RONDÔNIA - Votou contra a filiação por dois votos de diferença.

4. PERNAMBUCO - No dia 09 de junho, a seção não aprovou a filiação de pastoras, por 99 a 68 votos.


5. MEIO NORTE DO BRASIL  - No dia 24 de julho, a seção (entre Maranhão e Piaui) decidiu contra a filiação por 29 votos contra 1. 


6. DF (PLANALTO CENTRAL) - No dia 09 de agosto, em assembleia realizada na sede da CBPC, a seção decidiu contra a filiação de pastoras por 32 a 28 votos. 


7. SANTA CATARINA - No dia 29 de agosto, a seção decidiu ser contra a filiação naquela seção por 23 votos contra 11 favoráveis. 


8. PARÁ - No dia 06 de setembro, a seção decidiu pela não filiação das pastoras com 44 votos, sendo ainda 12 favoráveis e 2 nulos. 


9. SÃO PAULO - No dia 08 de janeiro de 2015, os pastores reunidos no Acampamento Batista de Sumaré homologaram um plebiscito realizado em 28 das 42 subseções, cujo resultado foi 301 votos contrários e 164 votos favoráveis à filiação de pastoras naquela seção. 


10. ESPÍRITO SANTO - No dia 15 de abril de 2015, a seção do ES votou pela não filiação de pastoras com 164 votos contrários e 67 favoráveis.

11. AMAZONAS - ?

12. MARANHENSE - ?

13. RIO GRANDE DO NORTE - ?

14. PIAUI- ?

15. PIONEIRA - ?

16. TOCANTINS - ?

SEÇÕES QUE AINDA NÃO VOTARAM

1. ACRE
2. ALAGOAS
3. AMAPÁ
4. CEARÁ
5. GOIÁS
6. RORAIMA
7. SUL MARANHENSE

Considerações:
- É de doer o coração que seções como Tocantins, Bahia, Pernambuco, Pará, Bahia e tantas outras votaram contra o pastorado feminino quando grande parte das suas igrejas foram direta ou indiretamente iniciadas e fundadas por mulheres, ainda que os nomes delas possam não constar nos registros, como sempre na história! Pastores que hoje desfrutam desses ministérios não honraram as mulheres que os precederam.
- Seções que no passado tinham votado pela filiação, permaneceram em suas decisões. Isso significa que as pastoras têm realizado um bom trabalho, para a glória de Deus!
- Seções que já tem várias pastoras, como é o caso de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal e outras, infelizmente tiveram a coragem de renegar as suas iguais, que estão em igrejas como o pastores e sofrem as mesmas aflições no mundo.
- As votações contrárias ao pastorado feminino não significam que todos os pastores daquela seção são contra as pastoras. Rondônia foi por dois votos e Distrito Federal por quatro. O mesmo acontece com as seções favoráveis, onde também há os contrários. Também houve a omissão de muitos pastores nas votações, muitos por não atribuírem a devida importância que o assunto merecia.
- Pastoras filiadas à OPBB não têm maior legitimidade do que pastoras não filiadas à OPBB. O que legitima uma pastora, assim como o pastor, é o reconhecimento e consagração por solicitação de uma igreja. A filiação à OPBB ajuda no filtro para a qualidade do ministério pastoral batista, dá um sentido de pertença e maior segurança para a maioria das igrejas nos seus processos de sucessão pastoral, na minha visão. É por isso que desejamos que todas as pastoras, se quiserem, possam se filiar à OPBB.
- Acredito que a OPBB precisa orientar as seções que votaram contra que, em qualquer momento e à medida que o assunto for amadurecendo, elas podem votar novamente a filiação de pastoras, uma vez que se trata de justiça com as mulheres vocacionadas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

II Congresso Brasileiro de Pastoras e Vocacionadas #EuDisseSim2016VianaES - Diário

Texto de autoria da Pra Silvia Nogueira -https://goo.gl/s070Q3 


 Dia 9 de setembro


A chegada ao Acampamento Batista Capixaba foi como chegar a Betel. A casa de Deus, onde Ele mesmo deseja estar e onde nós, suas filhas, queríamos muito estar. Se no primeiro congresso, em Campos, a vontade de estar junto foi maior do que as adversidades, neste ano, as adversidades foram a mola propulsora da certeza de que deveríamos estar juntas, pois Deus mesmo estaria conosco. Que sensação maravilhosa!  
Como nada que realmente seja bom é feito sozinho, a recepção, a instalação, a organização das pastoras Edinara e Andrea Carinss foram excepcionais. Tudo feito com muito trabalho voluntário e muito, muito amor.
Pras Zenilda, eu, Andrea, Edinara
  
Longos abraços, os primeiros olhos marejados, a alegria superando o cansaço.




Pra. Edinara falou sobre nosso tema #EUDISSESIM , desafiando-nos na carta a Timóteo a ter certas qualidades fundamentais para o cumprimento de nossos ministérios.
Pra. Edinara Dutra, IB Vitória, ES
E a banda SAME somente servas, meninas de Deus, talentosas, dedicadas. Tanto o nome (iguais) quanto a mistura de nossas histórias desde Campos têm feito dos momentos de adoração algo muito especial. Deus seja louvado pela vida da Pra. Raquel Miranda por ter colocado a banda SAME na nossa história. 
integrantes da Banda SAME

Dia 10 de setembro

manhã

Noite de sono reparador e muita conversa. Foi a melhor ideia ter um lugar onde todas estivéssemos juntas nos 3 dias do congresso. Sem a generosidade dos pastores capixabas, tudo seria mais difícil.
Pra. Amélia, da cidade de Jales, interior de São Paulo, ministrou sobre como somos parceiras confiáveis de Deus.
Pra. Amélia, à direita
Talvez, por isso, estejamos todas envolvidas em um movimento de intercessão que também nos movimenta. Somos muito conscientes da dependência que temos da Graça de Deus.
guerreiras de oração



tarde

Em cada momento de reunião há espaço para testemunhos e essa experiência tem aberto nossos corações para a identificação de nossas histórias, para a construção de um sentimento de sororidade que nos empodera.


















T




Pras. Edinara, Eunice e Andréa


Tarde

No painel coordenado pela pra. Andrea Carinss, pastoras de vários estados responderam questões sobre a presença feminina na educação teológica e a construção de uma memória coletiva entre os Batistas sobre a consagração de mulheres ao ministério pastoral.

Noite




À noite tivemos a presença de pastores da região. Pr. Ebenezer, de Linhares, ES, foi o pregador da noite. Ficamos gratas pela Palavra de conforto e desafio.
Pr. Ebenezer e esposa
Finalizamos nosso culto com a Ceia do Senhor, ministrada pela pra. Maralúcia, emoção que não cabia em nós.


Pras. Andrea e Maralúcia
 Dia 11 de setembro

Manhã de Domingo



Na força dos nossos encontros anteriores, decidimos que continuaremos por hora nossos ajuntamentos para encorajamento e cuidado. Em 2017, portanto, nos reuniremos na cidade do Rio de Janeiro.
Finalizamos nosso encontro com a palavra cuidadora da pra. Gleice sobre os novos arranjos familiares e a família pastoral.  
Pras Gleice, RJ e pra. Márcia , MT


A sensação na despedida e ainda agora é a mesma. O Senhor visitou suas servas e nos encaminha para o despertamento de vocações e para o exercício pleno do ministério pastoral nas igrejas de Jesus chamadas Batista. Venceremos todos os obstáculos, porque Ele mesmo está conosco.
A Ele, pois, seja a Glória!

sábado, 1 de outubro de 2016

PASTORAS - SOLIDARIEDADE, APOIO E ENCORAJAMENTO

Como uma das líderes informais, juntamente com a Pra. Silvia Nogueira, ou seja, uma facilitadora entre as pastoras e vocacionadas para o ministério pastoral das igrejas batistas da Convenção Batista Brasileira, tenho sido confrontada, às vezes com amor e outras não, com o fato de estarmos agregando as pastoras e vocacionadas e promovendo ações diretamente dirigidas a elas como os Congressos #EuDisseSim, já realizados em CamposRJ2015 e VianaES2016.

As razões dessa confrontação é o fato de que alguns pastores
Congresso #EuDisseSim2016VianaES
acham que qualquer ação das pastoras deve ter a tutela da OPBB. Isso ocorre desde o início, especialmente a partir de 2007, quando a OPBB votou em Florianópolis que não filiaria pastoras. Um ano depois, 2008, em São Luiz, que as filiações só seriam pela OPBB "nacional". Três anos depois, 2010,  em Cuiabá, decidiu que revogaria as filiações daquelas que entraram pelas seções que até então aceitavam pastoras, o que a assembleia não aceitou. Sete anos depois, 2014, em João Pessoa, que cada sessão poderia decidir se filiaria ou não as pastoras. 
Com isso, o quadro que temos hoje é o de 33 seções da OPBB, das quais oito votaram pela filiação, 11 contra e 14 ainda não votaram.


Alguns pastores, e até pastoras, têm a visão, ufanista no meu ponto de vista, de que  a questão das pastoras já está superada. Agora é só esperar até que todas sejam filiadas à OPBB. É só as pastoras trabalharem.  As pastoras sempre trabalharam! 

Uma mulher, para ser consagrada ao ministério pastoral, na maioria das vezes, já tem uma idade mais adulta e precisa ter no seu currículo uma excelente folha de serviço nas igrejas, bem ao contrário da maioria dos homens. Apesar da dedicação das mulheres vocacionadas, uma parcela significativa dos pastores e membros das igrejas não aceita que mulheres tenham o título de pastora. Elas podem fazer tudo, menos terem o reconhecimento institucional, com o concílio e consagração. É mais fácil ter um ministério do que o reconhecimento. 


"Não precisam ser reconhecidas porque o reconhecimento vem de Deus", ouvimos repetidamente. Então porque homens são reconhecidos e consagrados como pastores? 

Diante desse quadro, tenho algumas convicções que movem as ações em direção às pastoras e aquelas dirigidas às igrejas e denominação. Essas convicções e ações não são só minhas, mas de um grupo significativo de pastoras que tem ganhado força que vem do Senhor e agido em seus campos de ação.


1. As pastoras e vocacionadas se unem para comunhão e oração, conhecer os ministérios umas das outras, encorajar e ajudar umas as outras, apoiar as vocações ao ministério pastoral junto às igrejas e seminários, incentivar o empenho para o direito de filiação de todas as pastoras à OPBB,  além de construir visibilidade denominacional em sentido amplo;

2. Não aceitamos insinuações e acusações que tenham por objetivo desvirtuar os propósitos da nossa aproximação e agregação ou coloquem em duvida a idoneidade das pastoras;


3. Nossa convicção é que somos pastoras e vocacionadas das igrejas batistas da CBB. Como pastoras, estamos sob a autoridade de Deus, em primeiro lugar, e da igreja em segundo. Incentivamos a filiação à OPBB, para aquelas que podem fazer isso, já que somente cerca de 25% das seções filia pastoras (8 seções de 33!);



4. Não aceitamos decisões contrárias à filiação e sempre lutaremos, com as armas da luz, para que todas as pastoras possam filiar-se, porque isso facilita o ministério e o trânsito eclesiástico e denominacional das pastoras, na nossa visão;



Congresso #EuDisseSim2015CamposRJ
5. Não aceitamos que nenhuma instituição queira cercear qualquer movimento legítimo das pastoras da CBB. Entendemos por movimento os objetivos descritos no item 1.

6. Respeitamos o direito de qualquer Pastora Batista da CBB de não querer filiar-se à OPBB, como também acontece com os pastores, e entendemos que isso não interfere na legitimidade do ministério, desde que ela esteja filiada a uma igreja batista da Convenção Batista Brasileira;


7. Entendemos que neste momento, quando a OPBB ainda só aceita uma parte das pastoras, a realização de Congressos e outras ações são indispensáveis para o fortalecimento de cada uma e a comunhão e solidariedade entre nós. O futuro, quando todas as pastoras tiverem o direito de se filiarem à OPBB, Deus nos dirigirá.


8. Queremos trabalhar em parceria, e não tutela, com os pastores. Naturalmente, que isso não significa que as pastoras trabalharão independentes quando estiverem em ministérios auxiliares, como também acontece com os homens. Cada um, e cada uma, deve saber a função que desempenha no Reino de Deus e ter sabedoria para fazer o melhor. No entanto, no que diz respeito à vocações e trânsito denominacional, pastoras e pastores devem respeitar-se mutuamente como pessoas igualmente chamadas por Deus.

9. Incentivamos as pastoras ao envolvimento Denominacional. O isolamento não é bom nem para as pastoras e nem para as igrejas. Para isso, elas precisam dispor-se, mas facilita muito quando elas são acolhidas e respeitadas em qualquer ambiente em que estejam e são tratadas de acordo com a sua função, como os homens são tratados;


10. Desejamos que os seminários batistas revejam os seus currículos no que diz respeito ao ministério pastoral feminino. É inadmissível que, a esta altura, quando já temos cerca de 250 pastoras, das quais cerca de 50 já são filiadas à OPBB, que os seminários batistas e faculdades trabalhem contra a vocação feminina. No mínimo, o que se espera, é que alunos e alunas sejam apresentados às diversas correntes de pensamento e formem sua própria opinião e nunca que o assunto seja tratado desrespeitosamente e jocosamente.

11. Reconhecemos que já temos tido avanço na questão ministério pastoral feminino na Denominação. Em muitos lugares as pastoras são acolhidas respeitosamente e não têm dificuldade de trabalhar, mesmo em seções que votaram contra. A resistência ao ministério das pastoras já tem diminuído bastante, mas falta muito caminho a percorrer. Louvamos a Deus pelos pastores, centenas deles pelo Brasil, que não somente apoiam o ministério pastoral feminino, como também reconhecem e levam suas igrejas a consagrar as vocacionadas. Agradecemos também as convenções e seções da OPBB Fluminense e do Espirito Santo que respeitaram e trataram com muito cuidado os Congressos das Pastoras,#EuDisseSim, de 2015 e 2016. Louvamos a Deus por suas lideranças. 

12. Ainda há aqueles que querem descredenciar as pastoras, lançando dúvidas sobre a consagração e legitimidade delas no ministério, principalmente no que se refere a mim com o objetivo de enfraquecer a união das pastoras. Como é de conhecimento de muitos, fui consagrada em 04 de abril 2004, pela Igreja Batista Curuçá, Santo André, SP, após concílio e aprovação em assembleia pela igreja. Resolvemos não chamar o concílio "denominacional", uma vez que a seção de São Paulo era extremamente contra o ministério pastoral feminino e isso atrairia muita perseguição para a igreja. Sempre estive disposta, para filiar-me à OPBB, de passar pelo concílio, mas aqui em Brasília, DF, onde estamos desde 2011, a seção também não aceitou a filiação. A Igreja Batista Esperança, em Taguatinga, graças a Deus, é uma excelente igreja e deixa-me trabalhar livremente como pastora, mas não vê necessidade do concílio denominacional a não ser quando a sessão do DF aceitar a filiação. Não sou menos pastora que as demais, uma vez que uma igreja reconheceu o meu chamado e me consagrou ao ministério, cumprindo todas os critérios possíveis.Só não cumpri os critérios exigidos para a filiação à OPBB, o que espero que um dia seja possível. Como eu, temos muitas pastoras que não realizaram o concílio denominacional ou que o fizeram sem atingir o número de sete pastores filiados em dia com as mensalidades da OPBB, para que seu concílio seja aceito! Sem contar com aquelas que passaram por concílio desde 1999, quando os critérios eram outros, e também não são consideradas "aptas"!

Como todos podem deduzir, o assunto Ministério Pastoral Feminino e Filiação à OPBB é difícil e muitas vezes traz confusão. Seria muito bom se a CBB e a OPBB se pronunciassem oficialmente nos diversos meios divulgando decisões e pareceres, o que facilitaria o entendimento de pastores, líderes e igrejas.

Parafraseando Atos 5.38,39:"E agora digo-vos: Dai de mão a estas 'mulheres', e deixai-as, porque, se este conselho ou esta obra é de 'mulheres', se desfará. Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus".

quinta-feira, 28 de julho de 2016

"A PORTA DA FRENTE" PARA AS PASTORAS E A TUTELA DO PASTORADO FEMININO

Auditório do I Encontro de Pastoras, realizado em Brasília, em janeiro de 2009
Estávamos na Assembléia da CBB em Brasília, 2009, quando foi realizado o I Encontro de Pastoras, na IB da Asa Sul, dirigida pelo Pr. Paulo Lomba, pelo qual sempre terei eterna gratidão. 



Na tentativa de nos demover da ideia do Encontro, um dos líderes da OPBB de então e alguns dos seus colaboradores começaram a repetir a frase de que "as pastoras deveriam entrar pela porta da frente", querendo dizer que as mulheres vocacionadas deveriam esperar a decisão da Ordem dos Pastores a respeito do ministério pastoral feminino para depois serem consagradas.

Foi um choque ouvir essa frase! Mas na mesma hora veio a convicção com base em todos os princípios bíblicos e também na Declaração Doutrinária da CBB: a igreja é e sempre será a porta da frente, não somente para as mulheres vocacionadas, mas para os homens também.
Outra visão do auditório do I Encontro

O uso dessa frase coercitiva se deve, principalmente, à tentativa, ainda que inconsciente de alguns, de quererem a tutela do processo da consagração de mulheres batistas para o ministério pastoral. Quando comecei a lutar por esse motivo de uma forma mais direta em 2007, os pastores da OPBB e a liderança, de uma forma geral, queriam ainda discutir se concordavam ou não com "mulheres pastoras", se era bíblico na visão deles, para depois verem se elas seriam filiadas a Ordem. 


Enquanto pensavam nisso, as pastoras estavam entrando pela porta da frente, que é a igreja. Muitas igrejas e pastores entenderam, perfeitamente, que a tutela é da igreja, dirigida pelo Espírito,  quando reconheceram a vocação em mulheres e as consagraram.  Por isso, quando a OPBB votou em 2014 a decisão de deixar que cada seção estadual/regional decidisse ou não pela filiação, já tínhamos quase 200 pastoras!

Agora, a frase volta, já em outro contexto. Este em que somente oito seções da OPBB votaram positivamente pela filiação de mulheres, 10 votaram contra e  15 ainda não votaram. Qual é o propósito? Tutela! Ainda a tutela. Querem que mulheres só sejam consagradas se a seção votou positivamente pela filiação. Há uma intimidação de igrejas, pastores e vocacionadas para sufocarem as vocações femininas pelo país.
Silvia Nogueira, nossa primeira pastora consagrada em 1999, depois de
da tentativa da primeira consagração, em 1976, em SP.
Quando é que um segmento da OPBB vai entender que ela não é a porta da frente? A porta da frente é a igreja! É ela quem reconhece a vocação e consagra os vocacionados, sejam eles mulheres ou homens. A OPBB somente filia ou não o pastor ou a pastora.


A intimidação ficou ainda mais forte nas seções que votaram contra. Elas dizem para as igrejas que elas não podem ordenar pastoras porque a OPBB decidiu assim. Mas as igrejas podem continuar consagrando mulheres por todo o país, mesmo nas seções que votaram contra.

Temos que entender que a OPBB é um órgão auxiliar da CBB que FILIA pastores e pastoras e não os consagra.
Com o advento da consagração feminina o processo de concílio e consagração ficou ainda mais "fiscalizado", isto é, na maioria da seções não é mais a igreja que promove o concílio, mas ela precisa pedir à seção ou subseção para fazer isso. Muitas vezes o concílio é realizado na sede da associação/convenção/OPBB e, depois que o candidato é examinado e aprovado, então a igreja faz o culto de consagração. Os membros da igreja muitas vezes nem podem participar do concilio! Com isso, criaram barreiras ainda maiores para a consagração de mulheres porque a igreja e sua liderança precisam enfrentar toda uma burocracia denominacional, considerada "sagrada" para consagrar uma mulher.
Além do mais, algumas seções querem proceder da seguinte
Pra. Zenilda Cintra, dirigindo o I Encontro
forma: quando uma pastora é consagrada e filiada em uma seção e vai para outro lugar onde a seção não aceita a filiação de pastoras, ela perde o título, isto é, ela não é mais pastora, a
inda que seja só uma visitante. Olha só a inversão de valores. A OPBB, para alguns, está no topo, acima da igreja e da CBB, que reconhece que a questão de consagração é uma decisão da igreja local. Na estrutura denominacional a OPBB é um órgão auxiliar da CBB e não autônomo, isto é, não pode agir fora dos parâmetros delimitados pela CBB.


O mais grave de tudo isso, na minha visão, é quererem estratificar as pastoras entre filiadas e não filiadas, outra estratégia recente de tutela, como se a decisão de se filiar dependesse única e exclusivamente da pastora e que fossem pastoras de fato somente as filiadas à OPBB. Todas são pastoras se uma igreja reconheceu as vocações e as consagrou! 

Que o Senhor nos ajude nesses tempos difíceis e confusos. Que todos nós entendamos que é o Espírito quem nos conduz. Que a OPBB é apenas um órgão que tem o propósito de reunir aqueles que exercem o ministério pastoral nas igrejas. Que a OPBB tem o seu papel de primar pela qualidade do ministério pastoral e por isso tem o processo de filiação com inúmeras exigências que devem ser observadas por aqueles que pretendam filiar-se, inclusive as mulheres daquelas seções que AINDA não filiam pastoras.Que as igrejas entendam que elas têm a liberdade de consagrar homens e mulheres em qualquer lugar desse país. 
E que Deus tenha misericórdia de todos nós.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

AS PASTORAS NOS PROCESSOS DE SUCESSÃO PASTORAL DAS IGREJAS BATISTAS DA CBB

Pra. Zenilda Reggiani Cintra, maio de 2016

O próximo Congresso será realizado no Acampamento
Batista  Capixaba, de 9 a 11 de setembro de 2016.
A igreja está em sucessão pastoral. Entre os candidatos está uma pastora e a igreja decide convidá-la. E o que muitas vezes acontece nessa hora? A associação e/ou a convenção ameaçam dizendo que vão exclui-la do rol das igrejas. 

Esse tipo de comportamento de associações/convenções tem sido comum em vários lugares do país, não somente em relação ao pastorado de uma mulher, mas também à consagração de vocacionadas.  Ao mesmo tempo em que temos algumas vitórias pontuais, como a participação ativa das pastoras em algumas convenções que já estão assimilando a presença delas, lutamos com essa resistência por meio de ameaças em muitos lugares do país.

Pode ser que alguém pense que a questão das pastoras já está resolvida. Há dias que parece que está,  mas há outros que fica bem claro que ainda há um longo caminho a percorrer. Mesmo porque das 33 seções da OPBB, somente oito até agora aceitaram a filiação, 10 votaram contra e 15 seções ainda não votaram. Isso significa que em 25 seções da OPBB as pastoras ainda não podem ser filiadas. 

Precisamos relembrar algumas questões importantes:

1. O convite para um pastor ou pastora para o ministério pastoral é uma decisão que só cabe à igreja;

2. A CBB aprovou um Parecer em 1999, em Serra Negra, SP, em que reconhece que a questão pastoral é uma prerrogativa da igreja local;

3. As Convenções Estaduais/Regionais são subordinadas à CBB e as OPBBs estaduais/regionais são subordinadas à OPBB “nacional”. Quaisquer decisões da CBB ou da OPBB devem ser seguidas pelas demais convenções/seções a elas associadas;



4. A decisão da OPBB foi apenas para a filiação. A OPBB local pode não filiar, mas não tem qualquer poder para proibir o ministério de uma pastora;

5. Nenhuma igreja pode ser excluída ou ser disciplinada porque convidou uma pastora ou está consagrando uma mulher ao ministério pastoral. Essa é uma decisão da igreja local, que é autônoma, isto é, pode tomar suas próprias decisões. Essas são ameaças sem fundamento.



Acredito que a Convenção Batista Brasileira, Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e algumas das organizações batistas precisam tomar providências para deixar um pouco menos árduo o ministério das pastoras, agindo com justiça nessa causa: 

1. Que seja divulgado no site da CBB o Parecer aprovado em 1999 que reconhece que o chamado pastoral e a consagração do homem ou da mulher é uma prerrogativa da igreja local;

2. Que o Conselho da CBB dê uma orientação que seja divulgada nos sites da CBB e OPBB e em O Jornal Batista que nenhuma igreja será sujeita à exclusão ou qualquer outra punição das organizações/instituições denominacionais quando convida uma pastora para dirigi-la ou consagra uma vocacionada.

3. Que nossas juntas missionárias, Missões Mundiais e Nacionais, que já têm usufruído, na prática, do ministério de muitas pastoras no passado e no presente, reconheçam essas mulheres e incentivem a consagração das missionárias, que assim quiserem, ao ministério pastoral;

4. Que a UFMBB reconheça, oficialmente, com o uso do título, as pastoras que trabalham nos diversos níveis da instituição;

5. Que os sites da CBB e da OPBB divulguem também o ministério das pastoras e assuntos relacionados a este tema. O site da OPBB não tem qualquer informação esclarecendo as igrejas e pastores a respeito desse assunto tão importante que envolve igrejas, famílias, associações e convenções;

6. Que a OPBB tenha um grupo de trabalho para encaminhar as seguintes questões referentes as pastoras:

- A OPBB deve aprovar que todas as seções filiem as pastoras?
- Se não, como fica a filiação das pastoras que fazem parte de seções que não aceitam pastoras? Elas se filiariam diretamente à OPBB “nacional”?
- Os processos de filiação de pastoras deverão ser examinados à luz de algumas exigências básicas, especialmente aquelas consagradas antes de 2014, quando foi votado o Parecer em João Pessoa, PB. Isso porque as igrejas tiveram que se adequar as condições locais, na maioria das vezes extremamente hostis às pastoras;

Finalmente, nenhum executivo/diretor/presidente de quaisquer instituições/organizações denominacionais pode ignorar, ameaçar, constranger, atrapalhar ou desmerecer o ministério das pastoras e o reconhecimento do chamado e consagração das vocacionadas à luz das decisões tomadas pela CBB e OPBB nas assembleias nacionais dos últimos anos.

PASTORAS FLUMINENSES PARTICIPAM PELA PRIMEIRA VEZ DO CONGRESSO DE PASTORES

(A Convenção Batista Fluminense, no Rio de Janeiro, é a maior convenção estadual/regional batista no Brasil. Por conseguinte, a seção da OPBB também é a maior, que votou pela filiação de pastoras. Tem sido a região de maior crescimento do número de pastoras. Neste ano, seis delas participaram do Congresso, agora de Pastores e Pastoras, realizado na primeira semana de maio em Rio Bonito, RJ. Isac Machado de Moura registrou esse momento em Blog do Isac, com muito bom humor. Que Deus abençoe a todas as pastoras e vocacionadas do nosso país para que todas elas possam desfrutar desse convívio com os pastores de forma saudável e justa. Após o texto, o depoimento da Pra. Damaris Silva).
Isac Machado de Moura

Pela primeira vez, no Congresso de Pastores da Convenção Batista Fluminense, temos a presença de meninas-pastoras.

Mais que pastoras, essas meninas são pioneiras, estão fazendo história no protestantismo brasileiro, na denominação Batista, da qual participo. Estão abrindo uma trilha com foice, facão, desconforto, talvez, trilha que será alargada, que virará estrada por onde muitas outras pastoras passarão com bastante tranquilidade. 

Espero que os meninos-pastores estejam se comportando, tratando-as com a atenção e com o carinho que merecem, mencionando-as, enfatizando a presença delas pela primeira vez. 
Pras. Lusiane Castro, Rosane Lima, Damaris Silva, Lucia Muhammud e Gleice Dorneles
Toda primeira vez é complicada, eu sei, mas é inédita, e por isso mesmo precisa ser curtida. Espero que os meninos-pastores não estejam se sentindo ameaçados ou agindo como se estivessem. Espero que as meninas-pastoras estejam se sentindo num espaço que também é delas. Mas aqui pra nós, eu sei que tem "neguin" sofrendo horrores com a presença delas, e estou achando isso o maior barato.

Sabe a Maria de Magdala, ou seja, Maria Madalena, Madá para os íntimos? Então. Uma discípula-amiga do Cristo, menina, entre todos os discípulos-meninos. Ela seria uma apóstola, não fosse o Cristianismo, historicamente, governado por homens. Mas ela foi apóstola sim, trabalhou como tal, embora os machos da espécie tenham dado uma queimada no filme dela, associando-a, sacanamente, a prostituição. Sabe essas meninas pastoras batistas? Hoje, estão participando, pela primeira vez, de um congresso de pastores batistas, estão fazendo história, conquistando espaços, independente de uns narizes torcidos ou de uns rostos virados. No futuro, não sei em quantos anos, não sei se eu e essas meninas-pastoras veremos, mas profetizo que uma pastora-menina será presidente da Convenção Batista e da Ordem dos Pastores Batistas. 

Pra. Lusiane Castro, Pra. Damaris Silva, Hernandes Dias Lopes, Pra. Lucia Muhammud, Pra. Rosane Vicente Lima e Pra. Raquel Miranda
No Congresso 2016, temos seis meninas participando. Serão mais na próxima edição, e bem mais na próxima, e muito mais na próxima.

Estou orgulhoso dessas meninas, e da minha denominação, por ter, enfim, com décadas de atraso, reconhecido o ministério pastoral feminino. Estou orgulhoso delas pela persistência, pela coragem de estar neste ambiente, antes, exclusivamente masculino, independente de uma ou outra carinha feia, de alguma tentativa de ignorá-las. 

IMPOSSÍVEL ignorá-las. Estão na área. E pelo que vi, sentadinhas juntinhas na primeira fileira, num gesto de "ó nós aqui ó... aceitem e sofram menos...". Se eu fosse pastor, sentaria bem do ladinho delas e tiraria muita onda: "com elas, num mundo que era deles". Faria um monte de fotos com elas para participar com elas desse novo momento batista. Aqui de fora, acompanho o evento e vibro, feliz pra caramba. E mesmo como apenas um teólogo, feliz, quero tirar essa onda com elas, eternizar esse momento nesse textinho feito para elas. O perfil do Congresso já muda com a presença delas. Agora tem mais fotos, tem selfie, tem batom, tem a gargalhada da pastora Lusiane, e tudo isso não tem preço.

Parabéns, meninos-pastores, pelo privilégio de testemunhar esta evolução batista. Parabéns, meninas-pastoras, por não desistirem do chamado, por marcarem presença neste Congresso e na história. Vocês são umas fofas. Se divirtam. "Esqueçam" o batom no auditório, façam um monte de selfie, exibam celulares de capinha lilás, rosa, vermelha; dancem nos momentos de louvor. Permitam-me uma paráfrase de Simone de Beauvoir: "Não se nasce pastora. Torna-se pastora...". Beijos, meninas! Saudações com ósculo santo! Minhas pastoras!

DEPOIMENTO DA PRA. DAMARIS SILVA, PASTORA TITULAR DA IGREJA BATISTA DA GRAÇA, CAMPOS, RJ.

Pra. Damaris Silva, seu esposo Pr. Hudson e família

"Depois de gargalhar com seu jeito despojado e sincero de se expressar, quero externar a minha alegria. Há 29 anos faço as malas do meu esposo pra este Congresso. Agora...fizemos as malas, juntos. Maravilhoso foi desfrutar da alegria e do "orgulho" do meu esposo pelo fato de eu estar junto dele neste grande Congresso. Que maridão!!! 
Quero agradecer ao Senhor Deus pelo lugar de serviço onde Ele me colocou. Renovo meu "sim" ao chamado para cuidar das ovelhas Dele, da Igreja Dele, pregar a Palavra Dele, dar as honras a Ele...eu também sou Dele, tudo é Dele e O amo profundamente, bem como a Sua Obra! À Ele a glória e a minha gratidão. 
Fomos muito bem recebidas e tratadas. Fiz novos contatos amigáveis com colegas Pastores, recebi as boas vindas de outros, tirei fotos, respondi perguntas a respeito do desafio de ser Pastora Titular de uma igreja... houve aquele Pastor que quis orar junto por nossos ministérios, compartilhei email com um colega que fez seu TCC em Ministério Feminino e pretende continuar escrevendo sobre o assunto, só não pude ficar até o final não sendo possível atender ao Pastor que solicitou uma entrevista comigo para seu jornal.
Louvo a Deus pelos Pastores servos, homens sensatos e inteligentes que de tão grandes, foram humildes em nos receber com carinho e respeito. Quanto a gargalhada de Lusiane...sensacional!!!! Indispensável! Obrigada Isac, pelo apoio. Deus abençoe a todos nós".

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CONGRESSO BRASILEIRO DE PASTORAS E VOCACIONADAS - FOTOS



Pra. Andreia Carinss Couto, ES, preletora 

Pra. Aristina, MT, e Dagnailda, RJ.

Pra. Aristina, MT,  preletora.


Ceia do Senhor








Ceia do Senhor Pra. Dagnailda

Pra. Dagnailda

Pra. Damaris Silva, RJ, preletora





Pastoras Eunice Maurilo e Mabel Garcia, SP.





Pras. Genilza, Ioneida e Queila



Lilia Marianno, teóloga, lançando o livro Casais Complicados na Bíblia





Pra. Maralucia Vicente, RJ, e Pr. Éber Silva, presidente da OPBB




Pra. Queila Julianelli, DF.














Pr. Marcos Lopes, presidente da OPBB Fluminense, Pra. Raquel Miranda, RJ, e Pra. Silvia Nogueira, RJ.

Pra. Raquel Miranda, RJ


Ministério Same, que nos levou a adoração com unção e graça





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Pra. Zenilda e Pra. Genilza


Pra. Ednara, ES, Pra. Zenilda, Pra. Andreia, ES, e Pra. Rosimeri, ES