Impossível para mim não fazer um paralelo com a trajetória das pastoras desde 2007, quando me envolvi nesta luta pelo reconhecimento institucional do ministério pastoral feminino. A truculência da maioria dos líderes, o “engrossar” a voz para intimidar e fazer a calar, a indiferença e menosprezo pelo trabalho das pastoras e tantas outras violências simbólicas, de fala e de decisões (ou não decisões). Muitas vezes somos tratadas como fazem com as mulheres das suas famílias, aqueles que as infantilizam, ou como o “pai” das mulheres da igreja.
Somos pastoras. Suas iguais!
Participei recentemente de uma live em que era a única pastora. Então eles falaram, trocaram informações entre si, reverberaram o que outros falaram e ignoraram simplesmente minha fala. Não tenho dúvida de que entre eles havia os que queriam agir diferente. Mas por que não o fizeram? São poucos os que se arriscam a não agradar os “poderosos” que lhes fecham os caminhos e oportunidades, como os pastores que apoiam as pastoras e os maridos das pastoras, sejam eles pastores ou não.
E como é fácil para muitos ofenderem e menosprezarem as pastoras, como se fossem Deus! Dá engajamento, não é? No que se diferenciam dos influenciadores que tanto criticam?
(Na foto as pastoras e vocacionadas do VII Congresso de Pastoras, realizado em junho de 2024 em Brasília, DF, onde a OPBB proibiu a presença de um representante, ainda que uma parcela das pastoras já seja filiada, e nenhuma das instituições da CBPC e CBB se fez presente. Nem as Juntas Missionárias cujas ofertas também são enviadas pelas igrejas pastoreadas pelas mulheres!)
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